Porpita porpita, a água-viva botão azul

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A água-viva botão azul é um animal passivo que flutua à deriva enquanto aproveita para se alimentar de plâncton.

A água-viva botão azul, mais conhecida como Porpita porpita, é um invertebrado de tons vibrantes que, diferentemente do que o seu nome indica, não é uma água-viva. Então, de onde vem essa confusão? Do seu nome em inglês: blue button jellyfish.  

Presente em todos os mares do mundo, esse animal tem uma aparência muito semelhante à das águas-vivas. No entanto, não têm parentesco. Veremos o porquê a seguir.

Características fisiológicas da Porpita porpita

Porpita porpita recebe o nome de ‘água-viva botão azul’ apesar de não ser uma água-viva, e sim uma hidra. Na verdade, um indivíduo de água-viva botão azul é composto por uma colônia de hidroides.

Porpita porpita possui uma organização semelhante à da espécie Velella velella. Além disso, é um organismo pelágico, que flutua na superfície do mar ou próximo a ela.       

Essa espécie possui um grande número de tentáculos e um diâmetro de 3 centímetros, quando o disco está plano. Seus tentáculos têm um tom azul translúcido, enquanto a borda do disco é azul escuro.

O corpo de um indivíduo é formado pela união entre a colônia de hidroides e uma boia. Por isso, o órgão flutuante da Porpita porpita é arredondado e quase plano, com uma coloração marrom dourada.

Quanto à cor que a colônia de hidroides adquire, varia desde um tom amarelado até o azul turquesa brilhante. Essa colônia de hidroides assume uma forma parecida com tentáculos e, por isso, ficam semelhantes a uma água-viva.

Cada um dos “tentáculos” é constituído por um grande número de ramificações. E, na ponta de cada uma dessas ramificações, estão as células que contêm veneno, os nematocistos.  

Porpita porpita, a água-viva botão azul

Distribuição e habitat

A água-viva botão azul está distribuída no Oceano Atlântico Norte e no Mar Mediterrâneo Ocidental e Oriental. Prefere as águas temperadas que se estendem desde a Europa até o Golfo do México e o sul dos EUA.

Embora esse organismo geralmente viva na superfície do oceano, às vezes pode chegar à costa. Por esse motivo, eles já foram vistas por banhistas nas praias ou áreas costeiras.

Alimentação e reprodução da água-viva botão azul

A água-viva botão azul é um organismo passivo que percorre o oceano e se move levada pela corrente. No entanto, compete com outros organismos passivos por alimentos, que são pequenos organismos.

Geralmente, elas ingerem copépodes (pequenos crustáceos que fazem parte do plâncton) e larvas de crustáceos. A boca desse animal tem uma dupla função: ingestão de alimentos e eliminação de resíduos.

Um dos aspectos que podem parecer impressionantes sobre a água-viva botão azul é a sua reprodução, visto que é um organismo hermafrodita, ou seja, o mesmo indivíduo possui tanto órgãos sexuais masculinos quanto femininos.  

Dessa maneira, durante a fecundação, esses órgãos sexuais liberam tanto óvulos quanto espermatozoides. O primeiro passo é a transformação em larvas e depois em pólipos.

Depois que o pólipo se desenvolve, ele se junta à colônia de hidroides que compõem o indivíduo. Assim, a colônia é formada pela união dos pólipos que vão surgindo e que se dividem para formar novos pólipos.

Curiosidades sobre a Porpita porpita 

A picada da água-viva botão azul não é excessivamente prejudicial aos seres humanos, mas causa irritação. Por esse motivo, o contato com essa água-viva, que é uma das poucas que pica, deve ser evitado tanto quanto possível.

As águas-vivas armazenam o veneno nas células localizadas nos tentáculos, denominadas ‘cnidoblastos’. Essas células pungentes, também chamadas de ‘cnidoblastos’ ou ‘nematocistos’, são usadas na captura de presas ou como uma tática defensiva.

Nos seres humanos, uma picada de água-viva geralmente causa irritação na pele. Mas como devemos agir diante de uma picada da Porpita porpita?

Primeiramente, é necessário evitar remover os tentáculos diretamente com a mão desprotegida. É preciso cobrir as mãos para remover os tentáculos e seus possíveis fragmentos.

Para isso, é possível usar água do mar morna ou areia, que podem reduzir a dor da picada. Também podemos aplicar compressas frias alternando com compressas embebidas em vinagre ou limão.

Se estivermos próximos de um posto de primeiros socorros na praia, o mais apropriado é ir até o local, pois lá os socorristas vão saber como agir corretamente. É importante não aplicar álcool, urina, água doce ou água quente.

O oceano reúne organismos tão curiosos quanto a água-viva botão azul, um cnidário de cores vibrantes. Por isso, devemos preservar os oceanos e os mares e manter a natureza o mais imaculada possível.

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