Rosa-do-deserto – Adenium arabicum

Rosa-do-deserto – Adenium arabicum

Nome Científico: Adenium arabicum
Nomes Populares: Rosa-do-deserto,
Família: Apocynaceae
Categoria: Arbustos, Bonsai, Cactos e Suculentas, Flores, Flores Perenes, Plantas Esculturais
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Semi-árido, Subtropical, Tropical
Origem: Iêmen, Oriente Médio, Península Arábica
Altura: 0.9 a 1.2 metros, 1.2 a 1.8 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

O Adenium arabicum ocorre ao longo da margem sul e oeste da Península Arábica, que compreende principalmente o Iêmen e a Arábia Saudita. Ele cresce entre rochas graníticas e falésias, se desenvolvendo em arbustos caudiciformes nos ambientes mais áridos, principalmente em áreas frias, com maior altitude. Já em locais mais úmidos, pode crescer como pequenas árvores suculentas, atingindo troncos com até 4 metros de altura, na variedade Saudita. Sua ramagem é ereta a aberta, podendo ser mais longos ou bem curtos, de acordo com a variedade. Suas folhas são muito variáveis, podendo ser bem pequenas a muito maiores que as de A. obesum. Elas são coriáceas, ovadas, com a ponta arredondada e podem ser pubescentes ou glabras. No entanto, é devido ao caudex desproporcionalmente largo e atarracado que essa espécie chama a atenção. Suculento e adaptado para guardar água e substâncias de reserva, ele apresenta também casca fina, de cor acinzentada a castanho, ou avermelhada.

Em seu habitat, o A. arabicum apresenta dormência obrigatória, no entanto, ele tem sido cultivado em muitas regiões tropicais do planeta, onde a estiagem ou o frio invernal não se fazem presentes. Assim, é comum que a planta apresente um comportamento quase que sempre verde, perdendo apenas uma parte das folhas, por curto período do ano, nesses locais quentes e úmidos. Em contrapartida, é uma das espécies de rosa-do-deserto com maior tolerância ao frio, podendo ser cultivado em regiões subtropicais, e raramente apodrecendo o caudex, desde que mantido com regas mínimas durante o inverno. É resistente ao apodrecimento do caudex, mas bastante suscetível ao ataque de ácaros, especialmente as plantas com folhas pubescentes.

De cultivo fácil, o A. arabicum cresce rapidamente, atingindo 1,2 metros de altura e um caudex de 30 cm de diâmetro, em apenas 5 anos. Plantas vigorosas podem chegar a ter uma caudex de 90 cm, em 10 anos. Essa espécie apresenta dormência obrigatória no inverno, estancando seu crescimento e perdendo todas ou a maior parte de suas folhas por estímulo do frio ou estiagem. Seu florescimento é abundante e se inicia na primavera, quando finaliza a dormência. As flores da variedade saudita tem cerca de 5 cm de diâmetro. Já as plantas do sul do Iêmem tendem a ter flores um pouco maiores, com o centro bem pubescente. As pétalas de ambas as variedades vão do rosa pálido ao vivo, e vão esmaecendo gradativamente em direção ao centro que pode ser branco ou amarelo. Algumas plantas podem florescer ao longo de quase todo ano. As regas abundantes no pico da floração parecem desencadear a queda das folhas e o encurtamento do florescimento.

O A. arabicum entra na composição de muitos híbridos comerciais, fornecendo plantas robustas, vigorosas e com caudex avantajado, mas geralmente suas características florais não são desejadas, pois prefere-se as plantas com flores maiores, dobradas e de cores variadas como em A. obesum.

Deve ser cultivado sob sol pleno, em substrato próprio para rosas-do-deserto, ou seja, com excelente drenagem e aeração. Utilize vasos rasos e com bom furos de drenagem. Fertilize durante o período de crescimento e floração. Regue às plantas pela manhã, para que tenham tempo de secar até a noite fria. Evite promover uma estiagem prolongada nas plantas, o que pode induzir uma dormência indesejada fora de época. Já no inverno, reduza drasticamente as regas, evitando assim o apodrecimento do caudex. Tolerante ao frio de até -5ºC, porém, se possível mantenha a planta com o substrato seco e protegida de geadas durante o inverno.

As plantas que vem de cultivo sob luz filtrada (viveiro) são sujeitas a queimaduras do caudex, principalmente sob sol escaldante. Neste caso, proteja o caudex ou mantenha o cultivo protegido do sol direto. Não cultive na sombra ou em ambiente com menos de 4 horas de sol, pois a planta fica fraca, estiolada e não floresce. A poda não faz parte do manejo da Adenium arabicum, uma vez que ela apresenta boa ramificação natural e o desenho natural dos seus ramos é bonito. A excessão a essa regra inclui a remoção dos ramos que podem surgir junto a base da planta. Da mesma forma, não é indicado efetuar o levantamento do caudex da planta, pois este fica em sua maior parte acima da linha do solo, restando apenas as raízes abaixo. Multiplica-se principalmente por sementes postas a germinar em meados da primavera ou por estacas. Atenção, assim como outras espécies de rosa-do-deserto, o A. arabicum raramente produz frutos e sementes de forma natural fora do seu habitat, necessitando de polinização manual.

site do café

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *