Nome Científico: Alternanthera brasiliana
Sinonímia: Alternanthera dentata, Alternanthera denticulata, Gomphrena brasiliana, Gomphrena dentata, Telanthera brasiliana
Nomes Populares: Penicilina, Perpétua-brasileira, Lutiela, Caaponga, Anador, Periquito-gigante, Melhoral, Terramicina, Cabeça-branca, Carrapichinho, Carrapichinho-do-mato, Ervanço, Nateira, Perpétua, Perpétua-do-brasil, Perpétua-do-mato, Quebra-panela, Sempre-viva, Acônito-do-mato, Infalível, Doril
Família: Amaranthaceae
Categoria: Folhagens, Forrações ao Sol Pleno, Gramados e Forrações, Medicinal
Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: América Central, América do Norte, América do Sul, Belize, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, México, Nicarágua, Peru, Venezuela
Altura: 0.1 a 0.3 metros, 0.3 a 0.4 metros, 0.4 a 0.6 metros, 0.6 a 0.9 metros, 0.9 a 1.2 metros
Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
A penicilina é a uma planta herbácea e ereta, com qualidades medicinais e ornamentais, nativa de regiões tropicais das Américas, principalmente ao longo da costa do Atlântico. Aprecia locais úmidos como áreas de restinga e matas ciliares. Assim, pode ser encontrada desde o México até o estado de Santa Catarina no Brasil. O nome do gênero Alternanthera vem das palavras latinas alternans, que significa alternância, e anthera que significa antera. As anteras alternas do gênero são estéreis. Já o epíteto específico brasiliana é relativo ao Brasil, um dos principais locais de onde ela é nativa.
Sua ramagem ereta e ramificada é pubescente quando jovem, e gradativamente vai se tornando glabra. Apresenta folhas opostas, lanceoladas, acuminadas, de cor vermelho vibrante ou profundo como vinho e crescimento compacto, espalhando-se e fechando rapidamente o solo. Floresce no inverno e início da primavera, despontando pequenas inflorescências com formato de pompom e cor branca-creme, de importância ornamental secundária. Produz pequenos frutos marrons, com apenas uma semente, que ficam escondidos pelos debris das flores. Possui uma grande variedade de nomes populares, de acordo com a região e com a cultivar, tais como Perpétua-brasileira, Carrapicho e Periquito-gigante. As cultivares mais populares em cultivo são a ‘Brazilian Red Hot’, a ‘Little Ruby’ (conhecida como Lutiela), a ‘Purple Knight’, a ‘Purple Prince’ e a ‘Snow Queen’.
Nos jardins a penicilina é uma forração magnífica que proporciona contrastes com outras plantas, de cor verde ou variegada. Seus tons de vinho chamam a atenção nos canteiros, sejam eles maciços ou heterogêneos, em composição com outras espécies.
Presta-se para áreas acidentadas e taludes. Adapta-se também aos jardins verticais, crescendo e formando lindas manchas vermelhas, desde que haja irrigação. É rústica, com rápido crescimento e exige poucos cuidados. Podas durante a formação e após, para a renovação e controle da folhagem são indicados. Apesar de perene, perde a beleza com o tempo e necessita renovação dos canteiros. Além de todas as suas qualidades como ornamental, também é uma planta medicinal de destaque, que não pode faltar na horta caseira.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em diversos tipos de solo, mas preferencialmente ricos em matéria orgânica e com boa umidade. Planta tipicamente tropical, a penicilina não tolera o frio intenso ou estiagem prolongada. As cores avermelhadas são estimuladas sob o sol pleno e em condições de menor luminosidade pode tornar-se esverdeada. Multiplica-se por sementes e estaquia dos ramos, postos a enraizar na primavera tanto em saquinhos com substrato preparado como em água. Faça a poda de beliscamento durante a formação das mudas e dos canteiros, para estimular o adensamento da planta.