Nome Científico: Robiquetia cerina
Sinonímia: Saccolabium cerinum, Malleola merrillii, Robiquetia merrillii
Nomes Populares: Orquídea-abacaxi, Abacaxizinho
Família: Orchidaceae
Categoria: Flores, Orquídeas
Clima: Equatorial, Oceânico, Tropical
Origem: Ásia, Filipinas, Nova Guiné, Oceania
Altura: 0.4 a 0.6 metros, 0.6 a 0.9 metros
Luminosidade: Luz Filtrada
Ciclo de Vida: Perene
A Robiquetia cerina é uma orquídea natural, de crescimento monopodial, originária das Filipinas e Papua Nova Guiné. Ela apresenta comportamento epífito (cresce sobre as árvores) na maioria das vezes, e ocasionalmente é encontrada como rupícola (cresce sobre rochas). O nome do gênero, Robiquetia, é uma homenagem ao farmacêutico francês Pierre Jean Robiquet (1780 – 1840), conhecido por ter isolado a cafeína e sintetizado a codeína. Já o nome da espécie, cerina, é o termo em latim para “de aspecto de cera”, uma alusão à textura das flores.
A R. cerina é uma vandácea de pequeno porte e crescimento lento, que pode alcançar um metro de comprimento. Ela floresce no final do verão e durante o outono, despontando uma ou mais inflorescências racemosas, cônicas, pendentes, de 10 cm, com flores de 6 a 8 mm, que abrem 1/3 do cacho de cada vez. No aspecto, a densa inflorescência lembra um abacaxi. Existem duas variedades, uma com as flores vermelhas e outra com flores amarelas. A floração dura cerca de três semanas.
Deve ser cultivada sob luz filtrada, com sombreamento de 50 a 60%, elevada umidade do ar (mais de 70%) e boa ventilação. Aprecia o calor, preferindo temperaturas entre 15 e 40ºC. Seu habitat se caracteriza por florestas quentes e úmidas, com altitude variando entre 50 a 70 metros acima do nível do mar. O substrato indicado para a R. cerina é composto por partes iguais de casca de pinus, carvão vegetal e musgo esfagno. Gosta de raízes arejadas e perfeita drenagem, sendo ideal cultivá-la em caixetas ao invés de vasos.
Como todas as vandáceas, cultive a Robiquetia cerina de forma suspensa, assim se preserva seu sistema radicular, e não se danifica a inflorescência pendente. Ela necessita de muita umidade atmosférica e regas abundantes das raízes, porém a drenagem deverá ser rápida e a ventilação boa, para se evitar problemas de apodrecimento de raízes e doenças por fungos. Proteger nos dias mais frios do inverno.
Recomenda-se a adubação foliar semanal durante a primavera e verão com uma solução de 2g (1 colher de café) de adubo NPK Peter’s na proporção 20-20-20, para cada litro de água. No outono e inverno a adubação pode ser a cada duas semanas. Faça também a adubação orgânica do substrato uma vez por mês, aplicando uma colher de café de adubo tipo AOSP (Associação Orquidófila de São Paulo), polvilhando sobre a superfície. Multiplica-se por sementes.