O bicho-da-seda pode ser criado em casa para aproveitar sua maravilhosa produção de fios de qualidade. Para isso, eles precisam de folhas de amoreira, um ambiente favorável e algum tempo.
Valorizados principalmente por sua produção, o bicho-da-seda pode ser criado em casa se levarmos em consideração certos cuidados especiais. Você gostaria de se dedicar a essa prática?
O que saber sobre o bicho-da-seda
O bicho-da-seda é um inseto lepidóptero originário da Ásia que foi domesticado a partir de uma mariposa selvagem. Seu habitat natural abrange a Índia, a China, a Coreia, o Japão e a Rússia.
Há uma lenda que diz que uma imperatriz chinesa descobriu acidentalmente a seda enquanto bebia chá sob uma amora-preta. Um casulo caiu no copo e, ao ser removido, começou a tecer com o fio.
Hoje, é criado em muitas regiões do mundo para aproveitar o extenso filamento de seda que a lagarta produz ao se preparar para a metamorfose (para se tornar uma borboleta).
Um mês após a postura do ovo, a lagarta faz um casulo para a fase crisálida: usa o amido das folhas de amoreira, das quais se alimenta. Com isso, ela produz o fio de seda por dois dias, graças a um sistema digestivo especial.
Como criar bichos-da-seda em casa
A seda tem sido usada desde os tempos antigos devido à sua maciez e resistência Se você estiver interessado em criar bichos-da-seda em casa, lembre-se de que eles são animais muito sensíveis e exigem cuidados especiais contínuos.

Para começar, você vai precisar de bichos-da-seda, folhas de amoreira, caixas de papelão, papel de cozinha e, opcionalmente, um microscópio ou uma lupa. Estes são os passos a seguir:
1. Consiga o bicho-da-seda
Muitos produtores ou lojas especializadas vendem ‘famílias’ prontas para produzir bichos-da-seda. Se essa for a primeira vez que você manipula esses insetos, não recomendamos comprar ovos, pois eles são mais delicados.
Mas, caso você escolha essa opção, vai precisar criá-los entre o inverno e o outono. Caso o inseto já esteja vivo, a criação deve ocorrer na primavera.
2. Construa o ninho
Uma caixa de sapatos será suficiente se você tiver uma produção pequena. Faça pequenos furos na tampa para que os insetos possam obter oxigênio e respirar bem. Coloque os guardanapos de papel por baixo e troque-os a cada dois ou três dias.
Caso você tenha os ovos, mantenha-os em um local frio e seco. As mudanças nas cores vão indicar em que situação eles se encontram: quando estiverem escuros, a larva ainda estará se desenvolvendo; verde-claro representa que estão quase eclodindo; e o amarelo mostra que o bicho-da-seda já saiu do ovo.
3. Alimente os bichos-da-seda com folhas de amoreira
As folhas de amoreira são o único alimento para esses insetos. Para começar, você pode tentar com folhas pequenas ou cortadas ao meio. Não se pode dar nenhuma outra folha, porque eles não a comem, elas estragam e causam a doença do bicho-da-seda.

4. Controle as mudanças de tamanho
Se necessário, coloque os bichos-da-seda em uma caixa maior, para que fiquem confortáveis e todos possam comer sem problemas. A melhor coisa a fazer é montar um ‘colchão’ de folhas de amoreira e deixá-los se alimentar.
5. Deixe o bicho-da-seda tecer
As mudanças nos bichos-da-seda antes da metamorfose são mais do que visíveis. Eles primeiro adquirem uma cor mais rosada e depois expelem um excremento que varia de marrom a verde (um pouco líquido).
Além disso, eles vão procurar um cantinho para poder tecer o casulo. Quando isso acontecer, coloque plástico no fundo da caixa. Dessa forma, você poderá coletar os ovos que são fertilizados.
Lembre-se de que os bichos-da-seda escolhem as primeiras horas da manhã para deixar a crisálida e que leva dois dias para construir o casulo com um único filamento, que pode medir até 500 metros.
6. Limpe a caixa
Quando os bichos-da-seda emergem da crisálida, eles se reproduzem e fertilizam novos ovos. Você pode optar por deixar as borboletas ‘mãe’ livres, abrindo a tampa da caixa.
Para a criação do bicho-da-seda, recomendamos que você consulte um produtor ou alguém com alguma experiência. Você pode até se inscrever em cursos ou oficinas especiais em viveiros.